Enquanto milhares de pessoas aguardam na fila da adoção no Brasil, crianças com deficiência seguem enfrentando uma realidade dolorosa na Bahia. Desde 2019, apenas 8 crianças e adolescentes com deficiência conseguiram ser adotados no estado.
Atualmente, 54 menores com deficiência vivem em instituições de acolhimento aguardando uma família. Mesmo com 1.315 pretendentes cadastrados no sistema de adoção, o perfil ainda é um dos menos procurados por quem deseja adotar.
Especialistas alertam que preconceitos, medo e desinformação acabam afastando possíveis adotantes. Muitas dessas crianças passam anos sem receber visitas ou qualquer demonstração de interesse, convivendo diariamente com a espera por um lar e por vínculos afetivos.
Psicólogos e profissionais que atuam em instituições de acolhimento reforçam que, com amor, cuidado e atenção, essas crianças conseguem desenvolver autonomia, afeto e independência como qualquer outra. “Tudo que elas querem é um lar”, destacou a psicóloga Évelim Silva.