O setor de serviços não financeiros registrou recorde de trabalhadores em 2023, com 15,2 milhões de pessoas ocupadas — 2,2 milhões a mais que em 2014. Ao longo da década, o aumento foi de 17,2%, mostrando crescimento contínuo no mercado de trabalho do setor.
Apesar do avanço no número de empregados, a remuneração média não acompanhou: caiu de 2,4 para 2,3 salários-mínimos. Foram pagos R$592,5 bilhões em salários, retiradas e outras formas de remuneração, mas a média mensal por trabalhador segue baixa.
O setor também se tornou mais pulverizado, com menor concentração de mercado: a participação das oito maiores empresas caiu de 9,5% para 6,6%. Atividades como tecnologia da informação, serviços financeiros e técnicos-profissionais ganharam mais espaço, enquanto transporte e serviços audiovisuais perderam participação.
Em termos regionais, o Sudeste domina com 64,4% da receita, liderando também em remuneração média (2,6 salários-mínimos). O Nordeste apresenta a menor média, com 1,6 salário-mínimo, e as oportunidades de emprego seguem concentradas em alimentação, serviços técnicos e transporte.