Mesmo com juros elevados, o uso do crédito rotativo do cartão segue em alta no Brasil. Dados do Banco Central do Brasil mostram que essa modalidade somou R$109,65 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Considerado uma das linhas de crédito mais caras do mercado, o rotativo registrou taxa média de 428,3% ao ano em março. O cenário preocupa, já que cerca de 101 milhões de brasileiros possuem cartão de crédito, e aproximadamente 40 milhões estavam endividados nessa modalidade no início do ano.
A inadimplência também chama atenção: 63,5% das dívidas no rotativo não foram pagas, o que reforça o impacto desse tipo de crédito no orçamento das famílias. Especialistas alertam que o rotativo deve ser usado apenas em situações emergenciais, já que é acionado quando o consumidor não paga o valor total da fatura.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para reduzir o endividamento, como programas de renegociação com descontos nos juros e ampliação do acesso a linhas de crédito mais baratas. A proposta é criar alternativas mais sustentáveis para aliviar o peso das dívidas e reorganizar as finanças das famílias.