O rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para o menor patamar desde 1951, segundo dados do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA). Em 1º de janeiro, o país contabilizava 86,2 milhões de bovinos e bezerros, reflexo direto de anos de seca persistente e do aumento nos custos de produção enfrentados pelos pecuaristas.
De acordo com o relatório semestral do USDA, a queda foi de 0,4% em relação ao ano anterior, que já havia registrado um nível historicamente baixo. A redução contínua do rebanho vem sendo observada desde 2019, especialmente nos estados do oeste, onde a falta de pastagens forçou produtores a enviar mais animais para o abate.
Especialistas alertam que os preços da carne bovina devem continuar elevados pelos próximos dois anos. Isso porque a reconstrução do rebanho é um processo lento, que exige tempo até que os animais estejam prontos para o abate. Analistas afirmam que, até o momento, não há sinais concretos de uma retomada significativa na criação.
O impacto já pesa no bolso do consumidor americano. Em dezembro, o preço da carne moída atingiu o recorde de US$6,69 por libra, alta de 19% em um ano. O cenário também afeta a indústria: grandes processadoras, como a Tyson Foods, anunciaram fechamento de unidades e redução de operações, refletindo os desafios do setor.