As eleições de 2026 terão 5.587 candidatos que não tiveram candidatura anterior localizada pelo TSE desde 1994, o equivalente a 27,1% dos 20.608 registros analisados. Apesar do número expressivo, a maioria dos candidatos, 72,9%, já disputou pelo menos uma eleição no período. Segundo especialistas, os partidos ainda priorizam nomes com experiência, visibilidade e redes políticas consolidadas.
A maior concentração de estreantes está nas disputas proporcionais. Deputado estadual, federal e distrital reúnem 5.169 candidatos sem participação eleitoral anterior, o equivalente a 92,5% de todos os estreantes. Proporcionalmente, a disputa para deputado distrital é a que apresenta maior presença de novos nomes: 54% dos candidatos nunca haviam concorrido desde 1994.
A presença de estreantes também é maior entre as mulheres. Das 7.214 candidaturas femininas, 2.637 são de mulheres sem registro eleitoral anterior, representando 36,6%. Entre os homens, são 3.325 estreantes em um universo de 13.468 candidatos, ou 24,7%. Para cientistas políticas, o cenário pode estar relacionado às barreiras históricas enfrentadas pelas mulheres na construção de carreiras eleitorais.
Entre os partidos, o Missão apresenta a maior proporção de estreantes, com 77,4%, seguido por UP (62,2%) e Democrata (40,2%). Em números absolutos, São Paulo concentra a maior quantidade de novos candidatos, com 678, enquanto o Distrito Federal lidera proporcionalmente, com 51,5% de estreantes entre os registros do estado. Na Bahia, são 315 novos nomes, equivalentes a 26,1% das candidaturas.