Prefeitos do Nordeste querem estabelecer um teto de R$700 mil para cachês de artistas nos festejos juninos de 2026. A proposta integra a campanha “São João sem Milhão”, articulada pela União dos Municípios da Bahia, com o objetivo de conter a alta nos valores cobrados por grandes atrações.
O presidente da entidade e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, afirma que houve adesão dos nove estados nordestinos. Segundo ele, municípios chegaram a pagar mais de R$1 milhão por apresentações de até 90 minutos, o que teria comprometido orçamentos e dificultado o pagamento de despesas básicas.
Nesta segunda-feira, o Ministério Público do Estado da Bahia, o Tribunal de Contas do Estado da Bahia e o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia assinam nota técnica para orientar contratações do São João 2026. O documento trata de pesquisa de preços, economicidade e gestão de riscos nas apresentações artísticas.
A UPB defende critérios considerados “justos” para preservar recursos públicos, evitando impactos em áreas como saúde e educação. A campanha tem ganhado apoio nas redes sociais, enquanto produtores e grandes artistas ainda não se manifestaram oficialmente sobre o possível limite de cachês.