O preço do conjunto de alimentos básicos registrou queda em 15 capitais brasileiras no mês de julho, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab. Essa é a primeira vez que a pesquisa alcança todas as 26 capitais e o Distrito Federal, ampliando o monitoramento que antes era restrito a 17 cidades. Apesar das reduções, 12 capitais apresentaram aumento no custo da cesta.
As maiores quedas foram registradas em Florianópolis (-2,6%), Curitiba (-2,4%), Rio de Janeiro (-2,3%) e Campo Grande (-2,1%). Já os aumentos mais expressivos ocorreram no Nordeste, com destaque para Recife (2,8%), Maceió (2%), Aracaju (2%), João Pessoa (1,8%) e Salvador (1,8%). São Paulo segue liderando o ranking da cesta mais cara do país, com valor médio de R$865,90.
Por outro lado, os menores preços foram observados em capitais do Norte e Nordeste, como Aracaju (R$568,52), Maceió (R$621,74), Salvador (R$635,08) e Porto Velho (R$636,69). Quando comparado o custo da cesta com o salário mínimo, o trabalhador que recebe o piso nacional comprometeu em média 50,9% da renda líquida apenas com alimentos em julho.
A pesquisa também detalhou o comportamento de produtos específicos: o arroz e o feijão apresentaram queda na maioria das capitais, enquanto o café em pó recuou em 21 delas, com destaque para Belo Horizonte (-8,1%). Já a carne bovina teve comportamento misto, com aumentos em 11 cidades e reduções em 16. O Dieese destacou que fatores como tarifas internacionais e demanda externa influenciam diretamente os preços internos.