O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta sexta-feira (5) a decisão do STJ que havia afastado o governador Wanderlei Barbosa por 180 dias. A liminar determina o retorno imediato do chefe do Executivo ao cargo, após quase três meses longe da função. Para o ministro, a medida do STJ não tinha provas contemporâneas que justificassem uma intervenção tão dura.
Na decisão, Nunes Marques afirmou que o afastamento representava um abalo político desnecessário, especialmente às vésperas do ano eleitoral. Ele ressaltou que os fatos investigados são antigos — ligados a contratos de cestas básicas entre 2020 e 2021 — e que não foi demonstrado risco atual ao processo ou à ordem pública. Segundo o magistrado, a legitimidade do voto popular deve prevalecer.
Com a liminar, todas as restrições impostas pelo STJ foram suspensas, inclusive a proibição de acesso a prédios públicos. Wanderlei Barbosa reassume imediatamente suas funções enquanto o caso aguarda análise na Segunda Turma do STF. O governador, que sempre negou irregularidades, volta ao comando em meio a um cenário político já tensionado.
O caso envolve suspeitas de desvios de mais de R$ 73 milhões na compra de cestas básicas durante a pandemia. A operação da PF atingiu também a esposa do governador, Karynne Sotero, e diversos deputados estaduais, com buscas em Palmas, Araguaína, DF e outros estados. O mérito do habeas corpus ainda será julgado, mas, por ora, Barbosa retoma o poder no Tocantins.
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