O número de pessoas que têm nos aplicativos sua principal fonte de renda aumentou 25,4% entre 2022 e 2024, passando de 1,3 milhão para 1,7 milhão, segundo o IBGE. O transporte de passageiros concentra 58% desses trabalhadores, seguido pelas entregas de comida e produtos. O avanço mostra como as plataformas digitais seguem ganhando espaço no mercado de trabalho brasileiro.
A pesquisa mostra que 71,1% atuam na informalidade, sem carteira assinada ou CNPJ. A maioria — 86% — trabalha por conta própria e depende exclusivamente dos ganhos obtidos pelos apps. O perfil predominante é de homens (83,9%), entre 25 e 39 anos, com ensino médio completo e jornada flexível.
A região Sudeste concentra mais da metade dos trabalhadores “plataformizados”, seguida pelo Nordeste e Sul. Segundo o IBGE, o crescimento está ligado à busca por renda extra e à flexibilidade de horários oferecida pelos aplicativos. Muitos enxergam na atividade uma alternativa diante da falta de empregos formais.
O levantamento integra a Pnad Contínua e foi feito em parceria com a Unicamp e o Ministério Público do Trabalho. A pesquisa, ainda experimental, será atualizada em 2025 e deve incluir novos segmentos, como o comércio eletrônico. O tema também é discutido no STF, que deve decidir se há vínculo entre motoristas e plataformas.