A Mpox voltou a gerar dúvidas entre os brasileiros e está entre os assuntos mais pesquisados na internet nas últimas semanas. Em 2026, o país já soma 88 casos confirmados da doença. Especialistas explicam que, apesar da preocupação, a maioria das infecções apresenta quadro leve e tem recuperação sem maiores complicações.
Uma das perguntas mais comuns é se a doença pode matar. Segundo infectologistas da Sociedade Brasileira de Infectologia, o risco existe, mas é considerado baixo para a população em geral. Casos graves costumam ocorrer principalmente em pessoas com imunidade comprometida, como pacientes com HIV sem tratamento, transplantados ou em tratamento contra o câncer.
Outra dúvida frequente é sobre a forma de transmissão. A principal via de contágio ocorre pelo contato direto com lesões de pele, secreções ou mucosas de uma pessoa infectada. A transmissão pelo ar pode acontecer por gotículas respiratórias, mas apenas em contato próximo e prolongado. Beijo e saliva também podem transmitir o vírus se houver lesões ativas na boca ou no rosto.
Os sintomas geralmente começam como uma virose, com febre, dor no corpo, dor de cabeça, cansaço e ínguas. Depois surgem lesões na pele, que podem evoluir para bolhas e crostas. A doença costuma durar entre duas e quatro semanas, e a transmissão só deixa de ocorrer quando todas as lesões cicatrizam completamente.