O calor já é responsável por 1 em cada 100 mortes na América Latina, mas esse número pode mais que dobrar nas próximas duas décadas, segundo o projeto Mudanças Climáticas e Saúde Urbana (Salurbal-Clima). O aumento de até 3°C na temperatura entre 2045 e 2054 pode elevar o índice de mortes por calor de 0,87% para 2,06%.
Os pesquisadores alertam que idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade serão os mais afetados, principalmente quem vive em áreas periféricas, com pouca ventilação e sem acesso a ar-condicionado ou espaços verdes. O calor extremo também eleva o risco de infartos e doenças cardiovasculares.
Para conter os impactos, o estudo recomenda ações de adaptação climática, como ampliar áreas verdes, criar corredores de ventilação urbana e desenvolver sistemas de alerta precoce. Protocolos de atendimento prioritário a idosos e campanhas educativas também são apontados como medidas essenciais.
A pesquisa reuniu dados de 326 cidades de nove países da América Latina, incluindo o Brasil, e busca identificar como o aquecimento global afeta diretamente a saúde das populações urbanas.