A menopausa precoce, que ocorre antes dos 40 anos, pode representar um risco significativo para a saúde do coração. Um estudo publicado na JAMA Cardiology aponta que mulheres nessa condição têm até 40% mais chances de desenvolver doença cardíaca coronariana, problema que envolve o estreitamento ou bloqueio das artérias e pode levar a infarto ao longo do tempo.
A principal explicação está na queda do estrogênio, hormônio que exerce papel protetor no sistema cardiovascular. Com a redução, aumentam fatores de risco como pressão arterial elevada, colesterol alto e enrijecimento das artérias. Esse conjunto de alterações acelera o desgaste do sistema circulatório, especialmente quando ocorre de forma antecipada.
O levantamento analisou dados de mais de 10 mil mulheres ao longo de décadas e identificou aumento de 41% no risco entre mulheres negras e 39% entre mulheres brancas, mesmo após considerar fatores como obesidade, tabagismo e diabetes. Para especialistas, a menopausa precoce deve ser vista como um sinal de alerta para cuidados mais rigorosos com a saúde cardiovascular ao longo da vida.
Além do impacto no coração, a condição também está associada à perda de massa óssea, aumentando o risco de problemas como osteoporose. Entre os sintomas mais comuns estão ondas de calor, insônia, queda da libido e dificuldades de memória. Diante desse cenário, o acompanhamento médico e a prevenção se tornam fundamentais para reduzir riscos e garantir qualidade de vida.