Um levantamento que cruza dados do IBGE com análises de mercado revela que o Matopiba deixou de ser aposta de risco e se firmou como o novo “porto seguro” do investimento em terras agrícolas. O estudo, divulgado pelo Compre Rural, aponta que a valorização da região em 2025/2026 superou com folga a média nacional, sustentada por produção real e logística eficiente.
Na liderança do ranking aparecem Luís Eduardo Magalhães e São Desidério, no oeste da Bahia, dois gigantes do agro brasileiro. Com altos índices de produtividade, forte presença de multinacionais e infraestrutura consolidada, os municípios registram valores que chegam a R$130 mil por hectare, impulsionando todo o mercado regional.
Logo atrás surgem Balsas e Tasso Fragoso, no Maranhão, beneficiadas pela logística do Porto do Itaqui; Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, que vivem forte expansão agrícola; além de Campos Lindos e Porto Nacional, no Tocantins, impulsionados por regularização fundiária e pela Ferrovia Norte-Sul.
A análise aponta que não há bolha especulativa no Matopiba. A valorização é sustentada por escala, escoamento da produção e ganhos reais de produtividade. Para 2026, o mercado indica que esses oito municípios devem seguir no radar de investidores e fundos, consolidando a região como uma das mais estratégicas do agro nacional.