O Brasil registrou em 2025 um novo recorde na liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária apontam a aprovação de 912 registros, um aumento de mais de 37% em relação a 2024, que já havia marcado o maior patamar da série histórica.
Do total de produtos liberados, 162 são defensivos biológicos, considerados de baixo risco, número que representa crescimento superior a 50% na comparação com o ano anterior. Além disso, 25 novos produtos químicos inéditos também receberam autorização para uso no país.
A maior parte das liberações corresponde a produtos formulados, destinados diretamente aos agricultores e já disponíveis no mercado. Outros 323 registros são de produtos técnicos, utilizados como matéria-prima na indústria de pesticidas. O ministério destaca que nem todos os produtos aprovados chegam, de fato, a ser comercializados.
Para que um defensivo seja liberado no Brasil, é necessária a aprovação conjunta do Ministério da Agricultura, da Anvisa e do Ibama, que avaliam eficácia, riscos à saúde humana e impactos ambientais. O avanço nos registros reacende o debate sobre produção agrícola, segurança alimentar e preservação ambiental no país.