O inverno exige atenção redobrada de quem convive com a asma, especialmente crianças e adolescentes. Segundo especialistas, o aumento da circulação de vírus respiratórios, ambientes fechados e o contato com cobertores, casacos e objetos acumulados podem desencadear crises da doença. A recomendação é manter o tratamento em dia e adotar medidas preventivas para evitar complicações.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o frio, por si só, não agrava a asma. O principal fator de risco é o aumento das infecções respiratórias, que podem intensificar a inflamação das vias aéreas em pacientes com a doença sem controle adequado. A vacinação contra gripe, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR) também é apontada como uma importante aliada na prevenção de crises.
Dados do Datasus mostram que crianças e adolescentes de até 14 anos representaram quase 74% das internações por asma registradas no Brasil em 2024. Especialistas orientam manter a casa limpa e arejada, evitar mofo, reduzir o acúmulo de poeira, substituir cobertores por edredons sempre que possível e manter distância da fumaça de cigarros, inclusive eletrônicos e narguilé.
Além dos cuidados com o ambiente, médicos destacam que o acompanhamento regular e o uso correto da medicação preventiva são fundamentais para controlar a doença. As famílias também devem conhecer os sinais de agravamento e seguir um plano de ação para agir rapidamente diante de uma crise, reduzindo o risco de internações.