Percepção sobre alta de preços recua, mas impacto no poder de compra segue elevado
Apesar de uma leve melhora na percepção da inflação, os nordestinos estão menos otimistas em relação ao segundo semestre de 2025, segundo a nova edição da pesquisa RADAR FEBRABAN, divulgada na segunda-feira (7).
O estudo, realizado entre 12 e 20 de junho com 2 mil pessoas em todas as regiões do país, aponta que a sensação de aumento de preços caiu de 88% em março para 79% em junho no Nordeste. Mesmo assim, a maioria (70%) ainda sente impacto direto no poder de compra, especialmente na alimentação, seguida por saúde e medicamentos (29%) e combustíveis (26%).
Outro dado relevante é a queda na expectativa de melhora da vida familiar até o fim do ano: o otimismo caiu de 83% para 66% no Nordeste — recuo de 17 pontos percentuais, o maior entre as regiões. Ainda assim, o Nordeste é a segunda região mais otimista do país, atrás apenas do Norte (74%).
Segundo o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, o cenário reflete uma sequência de más notícias econômicas no segundo trimestre:
“Tivemos aumento da taxa básica de juros, problemas com descontos indevidos de aposentados, alta na energia elétrica, no crédito e na habitação”, disse.A pesquisa RADAR FEBRABAN, realizada trimestralmente pelo IPESPE, acompanha a percepção da sociedade sobre a economia, qualidade de vida e prioridades nacionais.