Com as novas regras da CNH em vigor desde o início de 2026, voltou ao debate a permanência de idosos no trânsito e os desafios envolvidos na decisão de deixar o volante. No Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro não estabelece idade máxima para dirigir. A permanência do condutor depende da capacidade física e mental avaliada em exames médicos periódicos.
Atualmente, motoristas com menos de 50 anos renovam a CNH a cada 10 anos. Entre 50 e 69 anos, a renovação ocorre a cada cinco anos. Já condutores com 70 anos ou mais precisam passar por avaliação a cada três anos. Em alguns casos, o médico pode reduzir esse prazo ou aplicar restrições, como dirigir apenas durante o dia ou evitar vias de trânsito rápido.
Segundo dados do DETRAN-BA, a Bahia possui mais de 446 mil idosos com CNH válida. Desse total, mais de 304 mil têm entre 60 e 69 anos, enquanto cerca de 142 mil possuem mais de 70 anos. Os números mostram que envelhecer não significa automaticamente abandonar a direção, mas reforçam a necessidade de acompanhamento constante da saúde e do comportamento no trânsito.
Especialistas destacam que a família tem papel fundamental nesse processo. Pequenos acidentes frequentes, dificuldade de orientação, lentidão nas reações e insegurança ao dirigir podem ser sinais de alerta. O diálogo respeitoso e o apoio nos deslocamentos do dia a dia são apontados como essenciais para preservar a segurança e a autonomia do idoso.