Um estudo da Universidade da Califórnia revela que o uso intenso de redes sociais pode afetar memória, vocabulário e aprendizado de crianças entre 9 e 11 anos. Pesquisadores analisaram mais de 6 mil participantes e identificaram desempenho inferior em leitura e testes cognitivos entre os que passam horas nas plataformas.
Crianças que usam redes por três horas ou mais por dia apresentam até cinco pontos a menos em avaliações de memória e leitura. Especialistas apontam que a interação constante, sono insuficiente e distrações em aula contribuem para sobrecarga cognitiva e menor desempenho acadêmico.
Nos Estados Unidos, escolas adotam medidas como a proibição de celulares durante o período letivo para melhorar a concentração. Especialistas sugerem que pais também estabeleçam limites e usem reforço positivo, incentivando atividades construtivas e momentos offline.
No Brasil, a Lei nº 15.100/2025 regula o uso de celulares nas escolas, promovendo um ambiente saudável e equilibrado. A estratégia integra a Educação Conectada, do MEC, que busca o uso pedagógico da tecnologia sem comprometer a atenção e a saúde mental dos alunos.