Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) acendeu o alerta sobre o consumo excessivo de cafeína durante a gestação e a amamentação. A pesquisa analisou cerca de 120 estudos científicos e aponta que a substância pode afetar diretamente o desenvolvimento do bebê, trazendo possíveis impactos à saúde ainda na fase fetal.
De acordo com os pesquisadores, a cafeína é rapidamente absorvida pelo organismo e consegue atravessar a placenta e a barreira hematoencefálica. Esse processo pode interferir no peso do bebê, no sistema endócrino e aumentar riscos como aborto espontâneo e natimortalidade, especialmente quando o consumo ocorre em níveis elevados.
Especialistas recomendam que gestantes limitem o consumo a, no máximo, 300 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a três ou quatro xícaras de café. Segundo o estudo, o feto não possui capacidade de metabolizar a substância, o que faz com que a cafeína permaneça por até 100 horas no organismo do bebê.
Além dos efeitos imediatos, a pesquisa também indica possíveis consequências a longo prazo, como alterações no sistema cardiovascular, hepático e até maior risco de obesidade, dependendo do período de exposição. O levantamento reforça a importância do acompanhamento médico e da moderação no consumo de bebidas com cafeína durante esse período.