Pelo menos 20 estados brasileiros já sinalizaram adesão à proposta do governo federal para conter a alta do diesel, em meio aos impactos da crise internacional do petróleo. A medida prevê um subsídio de até R$1,20 por litro do combustível importado até o fim de maio, com custo dividido entre a União e os governos estaduais.
Entre os estados que já confirmaram participação estão Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará, enquanto outras unidades ainda analisam a proposta. O modelo foi construído após a rejeição da ideia inicial de zerar o ICMS, considerada inviável por comprometer a arrecadação e os serviços públicos essenciais.
Na prática, o plano busca reduzir o impacto direto no consumidor final, especialmente para caminhoneiros, produtores rurais e o setor de transporte. Isso porque o diesel é um dos principais motores da economia, influenciando o preço de alimentos, fretes e diversos produtos em todo o país.
A alta recente está diretamente ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionado por conflitos no Oriente Médio. Diante desse cenário, o governo aposta em uma ação conjunta com os estados para evitar novos reajustes e minimizar os efeitos da inflação sobre a população.