As despesas do governo federal poderão aumentar até R$168 bilhões em 2026, o equivalente a 7,4%. O valor corresponde ao teto de 2,5% de crescimento real permitido pelo novo arcabouço fiscal, que define os limites para expansão acima da inflação.
O marco estabelece que os gastos cresçam até 70% do aumento real das receitas. Como a previsão é de crescimento de 6,37% das receitas em 2025, o espaço para alta das despesas é de 4,46%. Porém, o limite do arcabouço considera a inflação acumulada e fixa o teto em 2,5%.
O projeto do Orçamento de 2026 prevê receitas primárias de R$3,186 trilhões e despesas totais de R$3,195 trilhões. Desse montante, R$2,428 trilhões estão sujeitos às regras do arcabouço fiscal e poderão crescer dentro do limite. Outros R$767,3 bilhões ficam de fora.
A maior parte do aumento de R$168 bilhões está em despesas obrigatórias: R$89 bilhões para Previdência, R$39,7 bilhões para funcionalismo, R$8,8 bilhões para abono e seguro-desemprego, além de R$8,8 bilhões para programas como o Bolsa Família.