O governo federal estima que até R$90 bilhões em dívidas antigas poderão ser apresentados pelos bancos na primeira etapa do Desenrola 3.0. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o edital de chamamento será publicado nesta quinta-feira (22), e as instituições terão cinco dias úteis para informar as carteiras de crédito que pretendem oferecer à União.
Apesar do volume bilionário, o custo máximo para o governo seria de R$9 bilhões, já que o programa exige desconto mínimo de 90% sobre o valor das carteiras adquiridas. A União não necessariamente comprará todas as dívidas apresentadas. A intenção é realizar um leilão e estimular os credores a oferecerem descontos ainda maiores, que podem chegar a 93% ou 95%.
O programa poderá incluir dívidas de até R$10 mil, com atrasos entre 720 e 1.645 dias, além de débitos de cartão de crédito e empréstimos pessoais sem consignação. Pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) poderão ser contemplados, conforme as regras. Após a compra das carteiras, os consumidores poderão renegociar os débitos com as condições definidas pelo programa.
Neste momento, os consumidores não precisam procurar bancos ou fazer qualquer procedimento. A etapa atual serve apenas para medir o interesse dos credores e definir o volume de dívidas disponível para o leilão, previsto inicialmente para novembro. O governo ainda deverá regulamentar prazos, taxas e demais condições da renegociação antes de iniciar o atendimento aos devedores.