Neste domingo (10), o Memorial das Baianas de Acarajé, na Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico de Salvador, recebe a 7ª edição do Festival de Acarajé. Promovido pela Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam), o evento terá entrada gratuita, apresentações culturais e distribuição de 10 mil acarajés preparados pelas baianas associadas.
A programação destaca a valorização da cultura afro-brasileira, com samba de roda e manifestações populares, além de homenagear o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. O festival reforça o papel das baianas como guardiãs da tradição, cultura e religiosidade ancestral ligada ao acarajé, patrimônio imaterial reconhecido pelo Iphan.
A Abam também utiliza o evento para criticar versões doces do acarajé, como as vendidas em Aracaju e Maceió, que descaracterizam o prato sagrado e identitário do candomblé. A associação defende a preservação da receita tradicional, que inclui caruru, vatapá, camarão seco e vinagrete, respeitando sua origem religiosa e cultural.
Mais que uma celebração gastronômica, o festival incentiva doações para manter as ações da Abam e reafirma a resistência das baianas contra a descaracterização do prato, ressaltando a importância da tradição e do empreendedorismo feminino na cultura baiana.