A CPI do Crime Organizado será instalada nesta terça-feira (4) no Senado Federal, em meio à repercussão da operação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro. O colegiado pretende investigar a estrutura e expansão de facções como o Comando Vermelho (CV) e o PCC, além da atuação de milícias e possíveis infiltrações no poder público.
A instalação reacende a disputa política em torno da segurança pública, tema que ganhou força nacional e é considerado sensível para o governo Lula. O relator será Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do pedido de criação da CPI, mas ainda não há acordo sobre a presidência, abrindo espaço para movimentações da oposição.
Entre os membros, a comissão reúne senadores de peso. A oposição será representada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sergio Moro (União-PR), Marcos do Val (Podemos-ES) e Magno Malta (PL-ES). Do lado governista, nomes como Jaques Wagner (PT-BA), Otto Alencar (PSD-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE) integram o grupo.
O governo tenta evitar que o tema vire palanque político, enquanto a oposição busca explorar o discurso de “lei e ordem”. A CPI deve funcionar por 120 dias e promete expor as engrenagens do crime organizado no país, em um debate que tende a dominar o cenário político nas próximas semanas.