A estatal Correios encerrou 2025 com um prejuízo de R$8,5 bilhões, aprofundando uma sequência negativa que já dura desde 2022. O resultado representa mais que o triplo do registrado no ano anterior e marca o 14º trimestre consecutivo no vermelho, acendendo alerta sobre a sustentabilidade financeira da empresa.
Grande parte do rombo está ligada ao pagamento de precatórios, que somaram R$6,4 bilhões. Além disso, a queda na receita também impactou o resultado, com redução significativa nas encomendas internacionais após mudanças nas regras de tributação, afetando diretamente uma das principais fontes de arrecadação da estatal.
Mesmo com a contratação de um empréstimo de R$12 bilhões, com apoio de bancos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, os recursos foram direcionados para cobrir despesas emergenciais. A empresa ainda busca autorização para um novo crédito de até R$8 bilhões, tentando reorganizar o caixa diante das dificuldades.
Como parte das medidas de contenção, os Correios apostam em programas de redução de custos, como o Plano de Demissão Voluntária (PDV). A expectativa é que as ações tragam alívio financeiro no longo prazo, mas, no curto prazo, o cenário ainda é de pressão e incerteza para a estatal.