O Congresso Nacional retoma os trabalhos na próxima segunda-feira (2) com o caso do Banco Master e o calendário eleitoral no centro das atenções. As investigações sobre possíveis irregularidades devem pautar o debate político neste início de ano, especialmente com a oposição sinalizando que irá explorar o tema como instrumento de pressão sobre o governo.
Mesmo durante o recesso, parlamentares se mobilizaram para viabilizar a criação de três CPIs para investigar o caso Master, uma mista, uma no Senado e outra na Câmara. A instalação dos colegiados, no entanto, depende de decisão dos presidentes das Casas e enfrenta resistência interna, além das limitações impostas por um ano eleitoral.
Enquanto as CPIs não avançam, o Senado se antecipou com a criação de um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos, que deve ser instalado no dia 4 de fevereiro. O colegiado poderá convocar autoridades, solicitar informações e propor mudanças legislativas, mas não terá poder para quebrar sigilos, o que limita o alcance das investigações.
Com as eleições se aproximando, o ritmo das votações tende a ser mais cauteloso. Projetos ligados à segurança pública, como a PEC da Segurança e o PL Antifacção, além de temas como o fim da escala 6×1 e o acordo Mercosul–União Europeia, estão entre as prioridades. Ainda assim, o cenário político indica um semestre marcado por disputas, articulações e forte impacto do calendário eleitoral.