A escalada militar com a tensão no Oriente Médio, provocada pelas ofensivas realizadas por Estados Unidos e Israel contra o Irã, acendeu o alerta no mercado internacional. Analistas já projetam forte impacto no preço do petróleo e reflexos diretos na economia mundial.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país mobiliza “toda a força de seu Exército” para garantir a segurança nacional. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitou dialogar com os novos líderes iranianos, apesar dos confrontos. No mesmo dia, ataques atribuídos a Teerã deixaram mortos entre militares americanos e civis israelenses. A tensão diplomática e militar segue em alta.
A crise ganhou novos contornos após a confirmação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Mesmo assim, Washington e Tel Aviv indicam que não pretendem recuar. O risco maior agora é econômico: o barril do petróleo pode saltar para até US$90, segundo projeções do mercado. O temor é que o conflito atinja o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no planeta.
Especialistas alertam que um período prolongado de preços elevados pode gerar efeito recessivo global. Combustíveis, energia, transporte marítimo e aviação estão entre os setores mais vulneráveis. Por outro lado, empresas do setor de defesa tendem a se valorizar nas bolsas. O cenário é de instabilidade, com impacto potencial na inflação e no crescimento econômico em diversos países.