A China começou a aplicar, desde quinta-feira (1º), uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina brasileira que ultrapassarem a cota estabelecida para o país. A medida entrou em vigor depois que o Brasil atingiu, em 29 de setembro, 100% da cota anual destinada às exportações de carne bovina. A determinação também alcança outros países exportadores.
Para o Brasil, a cota estabelecida é de aproximadamente 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse limite, permanece a tarifa de importação de 12%. Sobre o volume que exceder a cota, incide a sobretaxa de 55%, elevando a carga tarifária aplicada ao excedente para 67%. A medida é uma salvaguarda comercial adotada pela China para controlar o aumento das importações de carne bovina.
A sobretaxa não é exclusiva do Brasil. A China estabeleceu cotas específicas para diferentes países exportadores e determinou a aplicação do adicional de 55% quando os respectivos limites forem atingidos. O mecanismo é diferente de uma tarifa direcionada especificamente a um único país.
A China é um dos principais destinos da carne bovina brasileira. Dados do Ministério da Fazenda mostram que o país respondeu por 52% das exportações brasileiras de carne bovina em 2024, o que ajuda a dimensionar a importância do mercado chinês para o setor. O governo brasileiro acompanha a medida e mantém tratativas com as autoridades chinesas sobre o comércio da proteína.