A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deu aval, nesta semana, à proposta que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A aprovação foi simbólica, sem registro nominal de votos, e representa apenas a admissibilidade do texto, que agora segue para análise mais aprofundada.
O parecer favorável foi apresentado pelo deputado Paulo Azi, que considerou a proposta compatível com a Constituição. O texto reúne iniciativas de parlamentares que sugerem mudanças na jornada de trabalho, incluindo a possibilidade de redução para quatro dias semanais ou carga horária de até 36 horas.
Apesar do avanço, o conteúdo da proposta ainda será debatido em uma comissão especial, onde poderão ser discutidos impactos econômicos, regras de transição e possíveis compensações para as empresas. Estudos apontam que a mudança pode elevar custos trabalhistas, ao mesmo tempo em que especialistas defendem ganhos em qualidade de vida e produtividade.
Caso avance no Congresso, a proposta ainda precisará ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado. Se confirmada, poderá alterar de forma significativa a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros, já que atualmente a jornada máxima permitida no país é de 44 horas semanais.