O número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) entre crianças e adolescentes de até 14 anos voltou a crescer no Brasil. Segundo o Boletim InfoGripe, da Fiocruz, o avanço está relacionado principalmente à circulação do rinovírus, responsável por quadros de resfriado, e, em menor escala, ao metapneumovírus.
Alagoas, Goiás e Paraíba apresentam incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento. De acordo com a Fiocruz, o aumento ocorre principalmente entre crianças e adolescentes. A orientação é que menores com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa e, quando o isolamento não for possível, utilizem máscara adequada para reduzir a transmissão.
Apesar da alta entre os mais jovens, o cenário nacional aponta queda nos casos graves de doenças respiratórias. Entre as capitais, porém, Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de aumento. Nas crianças pequenas, o vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo um dos principais responsáveis pelas internações e mortes.
Entre os idosos, a mortalidade por SRAG permanece mais elevada, principalmente em decorrência da influenza A, rinovírus e VSR. O boletim também aponta crescimento dos casos graves de influenza B na Bahia, Mato Grosso e Ceará. Já em relação à covid-19, a incidência segue baixa em todo o país. A Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação em dia e observar a evolução dos sintomas.