Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em alta na Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba e Amazonas, com maior impacto entre crianças e adolescentes de até 14 anos. O alerta vem do último Boletim InfoGripe, da Fiocruz, que também apontou sinais de crescimento no Ceará e no Rio de Janeiro.
Embora as notificações ligadas à covid-19 estejam baixas no geral, a Paraíba apresentou aumento de casos graves em idosos, relacionados à doença. A pesquisadora Tatiana Portella reforçou que a vacinação é a forma mais eficaz de evitar casos graves e óbitos, lembrando que crianças a partir de 6 meses já podem receber a primeira dose.
No panorama nacional, a Fiocruz observa tendência de queda da SRAG a curto e longo prazo. As internações causadas por influenza A e pelo vírus sincicial respiratório também diminuem na maior parte do país, embora ainda exijam atenção em estados com aumento recente.
Desde janeiro, o Brasil registrou mais de 155 mil casos de SRAG. Mais da metade testou positivo para vírus respiratórios: cerca de 25% por influenza A, 1% por influenza B, 42% por vírus sincicial respiratório, 37% por rinovírus e 7% por covid-19. O cenário reforça a importância de manter a imunização em dia.