O setor de carne bovina do Brasil deve passar por um período de maior cautela em 2026. A combinação de conflitos geopolíticos, novas tarifas, barreiras comerciais e incertezas no mercado global deve impactar o ritmo da produção e das exportações brasileiras.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o volume de abates deve ficar próximo de 40 milhões de cabeças neste ano, abaixo do registrado em 2025, quando o país alcançou cerca de 42 milhões de animais abatidos e manteve forte desempenho no mercado internacional.
Apesar da redução esperada, o Brasil segue como líder mundial em rebanho bovino comercial, com aproximadamente 195,5 milhões de cabeças. A China continua como principal destino da carne brasileira, mas o setor busca ampliar mercados para reduzir os impactos das mudanças no comércio global.
Além das tarifas e barreiras impostas por alguns países, produtores e frigoríficos também enfrentam novas exigências de rastreabilidade, especialmente no mercado europeu. A expectativa é que a cadeia produtiva se adapte ao novo cenário para manter a competitividade da pecuária brasileira.