A Bahia deu mais um passo na valorização da cultura afro-brasileira com a primeira reunião do Comitê Gestor do projeto Capoeira das Escolas: Movimento, Identidade e Ancestralidade. O encontro aconteceu em Salvador e reuniu mestres de capoeira, lideranças culturais e representantes de órgãos públicos.
A ação visa garantir a presença da capoeira nas escolas da rede estadual, com base na Lei Moa do Katendê, sancionada em 2024. O projeto já está presente em cerca de 600 unidades escolares e beneficia mais de 14 mil estudantes, promovendo oficinas, festivais, formação de oficineiros e distribuição de instrumentos tradicionais como berimbau e atabaque.
A criação do comitê é resultado direto da luta histórica do movimento da capoeira e de ações coletivas em defesa das culturas negras. Segundo representantes, o projeto articula educação, cultura e ancestralidade por meio de uma abordagem afrocentrada, promovendo o desenvolvimento motor, cognitivo e social dos estudantes.
Além de fortalecer a capoeira como patrimônio, a proposta colabora com a implementação das leis que tornam obrigatórios o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. A iniciativa também busca ampliar a consciência crítica dos estudantes sobre racismo, sexismo e outras formas de desigualdade.
Ao unir tradição e educação, o projeto reafirma o papel da Bahia na valorização da diversidade e na preservação da capoeira como um patrimônio vivo do povo brasileiro.