O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas exige atenção redobrada e acompanhamento médico rigoroso. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), sem orientação adequada, o uso pode acelerar o declínio funcional e trazer riscos imediatos à saúde, como náuseas, vômitos, desidratação e distúrbios eletrolíticos.
De acordo com o presidente da entidade, Leonardo Oliva, um dos principais perigos é a perda de massa muscular. Ele explica que cerca de um terço do peso eliminado com essas medicações corresponde à massa magra. Em idosos, essa perda pode resultar em diminuição da força, da autonomia e da capacidade de realizar atividades do dia a dia.
Especialistas alertam ainda que a combinação de menor apetite, emagrecimento rápido e efeitos colaterais pode desencadear síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física. Por isso, o tratamento da obesidade nessa faixa etária deve envolver acompanhamento médico, nutricional e prática regular de exercícios, especialmente musculação.
A SBGG reforça que as canetas são indicadas para tratar obesidade e doenças associadas, e não para fins estéticos. Além disso, o uso de produtos sem prescrição ou adquiridos no mercado ilegal aumenta os riscos. O foco, segundo os especialistas, deve ser saúde e qualidade de vida e não apenas o número na balança.