O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Câncer de Ovário deve registrar cerca de 7.300 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028. A doença é considerada silenciosa e muitas vezes só é descoberta em estágios mais avançados, o que preocupa especialistas e reforça a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular.
Entre as neoplasias ginecológicas, o câncer de ovário é o segundo mais comum entre as mulheres brasileiras, ficando atrás apenas do Câncer do Colo do Útero. Segundo a ginecologista Andresa Bilhar, a dificuldade de diagnóstico ocorre porque os sintomas iniciais costumam ser discretos ou inexistentes, o que faz muitas mulheres descobrirem a doença tardiamente.
A especialista explica que exames de rotina, como o ultrassom transvaginal, ajudam a avaliar cistos e massas ovarianas que podem surgir. A maioria dessas alterações é benigna, mas alguns casos podem apresentar características suspeitas e precisam de investigação mais detalhada para descartar malignidade.
Fatores como idade avançada, menstruação precoce, menopausa tardia e histórico familiar de câncer aumentam o risco da doença. Por isso, médicos recomendam consultas ginecológicas regulares e hábitos de vida saudáveis como forma de prevenção e diagnóstico precoce.