O câncer de cabeça e pescoço é hoje o terceiro tipo mais incidente no país, segundo o Ministério da Saúde, e tem chamado atenção após o diagnóstico do narrador Luis Roberto. A doença envolve tumores que podem surgir na laringe, faringe, tireoide e outras regiões, sendo mais frequente entre os homens.
Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágio avançado, o que reduz as chances de tratamento eficaz. A ausência de exames preventivos específicos dificulta a detecção precoce, tornando a atenção aos sinais um fator essencial para o diagnóstico.
Especialistas alertam que sintomas como rouquidão persistente, feridas na boca que não cicatrizam, dor ao engolir, sangramentos e presença de nódulos no pescoço não devem ser ignorados. Fatores como consumo de álcool, tabagismo, infecção por HPV e histórico familiar estão entre os principais riscos associados à doença.
O diagnóstico é feito por exames de imagem e biópsia, e o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia. Apesar da gravidade, especialistas destacam que, quando identificado a tempo, o câncer de cabeça e pescoço tem boas chances de cura e tratamentos cada vez mais modernos e menos invasivos.