O preço elevado do café começou a pesar no bolso e refletiu diretamente no consumo da bebida no Brasil. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostram que o consumo caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, passando de 21,9 milhões para 21,4 milhões de sacas.
A alta acumulada dos preços explica o recuo. Nos últimos cinco anos, o valor da matéria-prima subiu mais de 200% tanto no café conilon quanto no arábica, enquanto o preço ao consumidor avançou 116%. Mesmo assim, a Abic destaca a resiliência do brasileiro, que segue entre os maiores consumidores do mundo.
Apesar da queda no consumo interno, o faturamento do setor cresceu 25,6% em 2025 e alcançou R$46,24 bilhões. O aumento foi impulsionado principalmente pelos preços mais altos nas gôndolas, compensando a redução no volume vendido.
Para 2026, a expectativa é de maior estabilidade nos preços, com a entrada de uma safra considerada promissora. Ainda assim, a indústria avalia que reduções mais significativas só devem ocorrer após pelo menos duas safras, já que os estoques globais seguem em níveis historicamente baixos.