Mesmo com a redução da taxa básica de juros, o Brasil segue entre os países com maior custo real do dinheiro no mundo. Após o novo corte anunciado pelo Comitê de Política Monetária, a taxa Selic foi fixada em 14,50% ao ano, mas o país continua ocupando a segunda posição no ranking global de juros reais.
O juro real, que considera a taxa nominal descontada da inflação, ficou em 9,33%, segundo levantamento do MoneYou. O Brasil aparece atrás apenas da Rússia, que lidera o ranking com 9,67%. Na sequência, o México ocupa a terceira posição, com uma taxa bem inferior, de 5,09%.
De acordo com o relatório, fatores externos têm influenciado diretamente esse cenário, especialmente tensões geopolíticas como o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, que pressionam a inflação global. Esse ambiente impacta as decisões de política monetária e mantém o Brasil em destaque negativo no ranking.
Mesmo com a queda recente da Selic, o país também segue entre os maiores juros nominais do mundo, ocupando a quarta posição. O cenário reforça o desafio de equilibrar controle da inflação com estímulo à economia, enquanto o custo do crédito continua elevado para consumidores e empresas.