O Banco Central estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos de outros países e a redes multilaterais de transferências instantâneas. A proposta pode permitir remessas internacionais e compras no exterior com o dinheiro disponibilizado em moeda local em poucos segundos, além de reduzir custos das operações.
Entre as novidades em análise também estão o Pix por aproximação offline, que funcionaria sem internet, e o Pix Automático como alternativa ao débito em conta. O BC ainda avalia permitir que os fluxos futuros de recebimentos via Pix sejam utilizados como garantia para financiamentos, o que poderia facilitar o acesso ao crédito.
Na área de segurança, o Banco Central prepara novas ferramentas contra fraudes, incluindo critérios mínimos para identificar transações suspeitas e um indicador de probabilidade de fraude calculado em tempo real com uso de inteligência artificial. A instituição também prevê aprimorar alertas, bloqueios cautelares e o compartilhamento de informações entre bancos.
O Pix também entrou no centro de críticas do governo dos Estados Unidos, que já classificou o sistema brasileiro como uma prática desleal no mercado financeiro. Enquanto Washington questiona o modelo, o Brasil avalia ampliar o alcance internacional do Pix e transformá-lo em uma ferramenta ainda mais integrada ao sistema global de pagamentos.