O Governo da Bahia reforçou seu apoio à candidatura do forró como Patrimônio Imaterial da Humanidade, com a entrega do dossiê à UNESCO. A iniciativa envolve o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e os ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, consolidando um movimento nacional em defesa de uma das maiores expressões culturais do Nordeste.
Reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil desde 2021, o forró é apresentado no dossiê como uma manifestação que une música, dança e identidade social. O secretário de Cultura da Bahia destacou que o reconhecimento internacional representa o ápice de uma série de políticas públicas voltadas à valorização do gênero, incluindo editais e ações culturais em todo o estado.
Nos últimos anos, o estado também ampliou a projeção internacional do forró, com participação em eventos como o Festival Internacional do Forró de Raiz, na França, e articulações junto ao Consórcio Nordeste. A iniciativa busca não apenas preservar a tradição, mas também expandir sua visibilidade global, fortalecendo o intercâmbio cultural e o reconhecimento da cultura nordestina no exterior.
Além disso, investimentos como a Política Nacional Aldir Blanc impulsionam diretamente o setor, com editais que já destinaram cerca de R$700 mil para artistas, grupos e mestres do forró. Ações como o Prêmio Quadrilhas Juninas e o Calendário das Artes fortalecem a cadeia produtiva da cultura e garantem que o forró continue vivo, pulsante e cada vez mais valorizado dentro e fora do Brasil.