A crise envolvendo Alexandre de Moraes ganhou novos contornos no Senado Federal, com integrantes da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudando de postura em relação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares que anteriormente defendiam Moraes agora adotam silêncio ou passaram a apoiar pedidos de impeachment contra o magistrado.
A mudança ocorre após a divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de informações sobre um contrato de R$ 131 milhões envolvendo o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Os novos elementos ampliaram o debate político sobre possíveis questões éticas e financeiras relacionadas ao caso.
Entre os senadores que anteriormente apoiavam Moraes e agora não se manifestaram estão Beto Faro (PT-PA), Fabiano Contarato (PT-ES), Teresa Leitão (PT-PE) e Marcelo Castro (MDB-PI). Já Chico Rodrigues (PSB-RR), Leila Barros (PDT-DF) e Flávio Arns (PSB-PR) passaram a defender o afastamento do ministro, segundo o levantamento apresentado na reportagem.
A proximidade das eleições de 2026 também é apontada como um fator para a mudança de posicionamento dos parlamentares. O desgaste envolvendo o STF deixou de se concentrar apenas nas decisões relacionadas às redes sociais e passou a incluir suspeitas financeiras e éticas, aumentando a pressão política sobre os senadores.