O avanço do sarampo nas Américas colocou o Brasil em alerta máximo, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Em 2025, o continente registrou 14.891 casos, número quase 32 vezes maior que os 446 do ano anterior. Já em 2026, até o dia 5 de março, mais de 7.145 ocorrências já foram confirmadas, evidenciando a rápida disseminação da doença.
No Brasil, foram 38 casos no ano passado, e o primeiro registro deste ano ocorreu em uma bebê de 6 meses no estado de São Paulo. A criança contraiu a doença após viagem da família à Bolívia, país que enfrenta surto ativo. Autoridades destacam que a maioria dos casos é importada, seja por brasileiros não vacinados que retornam infectados ou por estrangeiros que entram no país com o vírus.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde intensificou ações em áreas de fronteira, ampliou campanhas de vacinação e reforçou a vigilância epidemiológica. A preocupação cresce com a realização da próxima Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México, países que lideram o número de casos, aumentando o fluxo internacional de pessoas.
A vacinação segue como principal estratégia de prevenção. O SUS recomenda duas doses: a primeira aos 12 meses (tríplice viral) e a segunda aos 15 meses (tetraviral). Em 2025, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema. Apesar de o Brasil ter retomado em 2024 o status de área livre do sarampo, especialistas alertam que a baixa cobertura e os casos importados mantêm o risco de novos surtos.