A agropecuária brasileira teve um salto de 10,1% no segundo trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, garantindo um papel de destaque no crescimento de 2,2% do PIB do período. O resultado foi puxado principalmente pelas estimativas de colheita recorde de soja e milho, com altas de 14,2% e 19,9%, respectivamente, segundo o IBGE.
Além de soja e milho, arroz (17,7%), algodão (7,1%) e café (0,8%) também reforçaram a expansão do setor. Apesar do bom desempenho, na comparação com os três primeiros meses de 2025 a agropecuária ficou praticamente estável, registrando leve recuo de 0,1%.
Especialistas preveem que a participação do agro no PIB deve subir ainda mais neste ano, podendo alcançar até 29% quando considerados também os impactos da agroindústria e dos serviços ligados ao campo. Só o esmagamento da soja bateu recordes históricos entre março e maio, fortalecendo a produção de óleo e farelo, além de impulsionar as exportações.
Já o café se destacou pela receita, que bateu recordes de exportação no semestre com alta de 40,6%, beneficiado pelos preços internacionais elevados. Em contrapartida, a cana-de-açúcar sofreu com a seca e incêndios de 2024, registrando queda de 14,5% na produção de açúcar e de 14,3% no etanol no segundo trimestre.