Uma investigação do Ministério Público aponta que um policial militar aposentado teria recebido R$15 milhões em dois anos e meio no oeste baiano. Preso, ele é suspeito de comandar uma milícia envolvida em grilagem de terras na região. As informações foram reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo.
Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificou movimentação considerada atípica entre agosto de 2021 e abril de 2024. Segundo a apuração, os valores teriam sido repassados por empresas e pessoas ligadas ao agronegócio, com transferências direcionadas ao ex-sargento da PM ou à empresa de segurança dele.
De acordo com o Ministério Público, parte do dinheiro era redistribuída para contas suspeitas de “laranjas”. O policial aposentado responde por constituição de milícia privada, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele também é investigado por suposta participação em ameaças, agressões e até sequestros ligados a disputas fundiárias.
O oeste da Bahia é um dos principais pólos agropecuários do país e já foi alvo da Operação Faroeste, que apura venda de sentenças e grilagem de terras. Empresários citados nas transferências negam irregularidades. Além do PM aposentado, um suposto ajudante também está preso.