Sentir dor no joelho mesmo em repouso, além de estalos, rangidos e sensação de falha ao caminhar, pode ser sinal de osteoartrite, conhecida como artrose. A doença provoca desgaste da cartilagem das articulações, altera estruturas dos tecidos e gera inflamação. Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce é fundamental para controlar a progressão e aliviar os sintomas.
Os joelhos estão entre as articulações mais afetadas por sustentarem grande parte do peso corporal. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 15 milhões de brasileiros convivem com a doença, o equivalente a 7% da população. A incidência é maior entre idosos, devido ao envelhecimento natural da cartilagem e à menor capacidade de regeneração dos tecidos.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que aproximadamente 80% das pessoas com mais de 65 anos apresentam a condição. Mulheres, especialmente após a menopausa, estão mais vulneráveis por causa das alterações hormonais. Estudo conduzido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, pela Universidade Federal Fluminense e pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia identificou que fatores genéticos também influenciam no risco e na gravidade da doença.
Especialistas explicam que a artrose é multifatorial, envolvendo aspectos genéticos, inflamatórios e metabólicos. A obesidade é apontada como o principal fator de risco modificável, intensificando o processo inflamatório nas articulações. Embora não tenha cura, o tratamento inclui controle do peso, fortalecimento muscular, fisioterapia e, em casos específicos, intervenção cirúrgica, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.