A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, afirmou que a desinformação é uma das maiores ameaças ao processo democrático. A declaração foi feita durante um seminário sobre segurança, comunicação e fake news. Segundo ela, mentiras disseminadas de forma tecnológica contaminam o ambiente eleitoral e confundem o eleitor. O tema ganha ainda mais peso com a proximidade das eleições de 2026.
De acordo com a ministra, o uso inadequado da Inteligência Artificial pode deformar o processo eleitoral. Conteúdos manipulados, imagens falsas e informações distorcidas iludem o cidadão. Isso pode levar o eleitor a votar acreditando em uma realidade que não existe. Para Cármen Lúcia, esse cenário compromete o direito constitucional à informação correta.
A presidente do TSE destacou que combater a desinformação passa, necessariamente, pela transparência. O eleitor precisa saber quando um conteúdo foi manipulado, de que forma isso ocorreu e por que ele foi retirado do ar. A dúvida, segundo ela, corrói as bases da democracia. Um processo eleitoral saudável deve ser íntegro, tranquilo e livre de turbulências.
Cármen Lúcia também reforçou a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Ela garantiu que o voto eletrônico é seguro, transparente e não sofre interferência humana ou da internet. O objetivo, segundo a ministra, é assegurar que o eleitor vote com liberdade, calma e confiança. Qualquer tentativa de restrição a esse direito, afirmou, precisa ser combatida com rigor.