A aprovação provisória do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia pode trazer mudanças importantes para o bolso e o consumo dos brasileiros. Especialistas avaliam que, caso o tratado entre em vigor, vinhos europeus tendem a ficar mais baratos no longo prazo, além de ampliar a variedade de rótulos disponíveis no país.
Atualmente, o Brasil cobra 27% de imposto para importar vinhos da Europa. Com o acordo, essa tarifa será zerada de forma gradual, entre 8 e 12 anos. A expectativa é que a redução estimule a entrada de vinhos europeus de qualidade média, hoje pouco competitivos por causa da alta carga tributária.
No caso dos chocolates, a tarifa de importação, hoje em 20%,também será reduzida até chegar a zero em prazos de 10 a 15 anos. O principal impacto não deve ser uma queda expressiva de preços, mas sim o aumento da oferta de marcas premium europeias, hoje restritas ou ausentes do mercado brasileiro.
Especialistas destacam que os efeitos não serão imediatos e ocorrerão de forma gradual após a entrada em vigor do acordo. Ainda assim, o tratado pode ampliar a concorrência, diversificar o consumo e movimentar setores ligados à gastronomia e ao comércio no Brasil.