O Brasil registra em 2025 um aumento de 143% nos afastamentos do trabalho por transtornos mentais, segundo dados do INSS. Ansiedade e depressão lideram os pedidos de benefícios por incapacidade temporária, somando quase meio milhão de casos, o maior número em pelo menos uma década.
Especialistas apontam que o adoecimento mental está diretamente ligado às condições de trabalho. Jornadas longas, baixos salários, vínculos precários, pressão constante e atividades repetitivas estão entre os principais fatores que levam trabalhadores ao esgotamento emocional.
A coordenadora da Comissão de Saúde e Ambiente do Trabalho do Ministério da Saúde, Luciane Aguiar, destaca que o ambiente profissional precisa deixar de ser um fator de adoecimento. Segundo ela, é possível transformar o local de trabalho em um espaço de promoção da saúde e prevenção de doenças.
Desde 2024, uma nova regra já está em vigor no país, obrigando empresas a avaliarem riscos à saúde mental dos funcionários. No entanto, especialistas reforçam que cumprir a lei não basta: é preciso investir em ambientes mais humanos, seguros e focados no bem-estar.