O Brasil alcançou um marco histórico em 2025 ao registrar recordes de exportação de soja e amendoim para a China, impulsionado pela guerra comercial entre Pequim e Washington. Com a redução drástica das compras chinesas dos Estados Unidos, o mercado asiático abriu espaço para produtores brasileiros, que ampliaram sua participação e reforçaram a dependência chinesa do agronegócio nacional.
No caso do amendoim, os resultados impressionam. Entre janeiro e novembro, o Brasil enviou 63 mil toneladas para a China, número mais de 2.600% superior ao somado nos últimos dois anos. O país asiático, que até então buscava o produto prioritariamente nos EUA, passou a liderar a lista de compradores do amendoim brasileiro. O movimento também elevou em 170% as exportações de óleo bruto de amendoim, sendo 90% absorvidos pela China.
A soja segue o mesmo ritmo acelerado. De janeiro a novembro, foram 80,9 milhões de toneladas direcionadas ao mercado chinês, superando o recorde anterior de 2023. A demanda deve levar o Brasil a atingir cerca de 105 milhões de toneladas exportadas em 2025, com 80% destinadas à China, que há duas décadas sustenta sua posição como principal compradora do grão brasileiro.
O avanço não deve parar em 2026. Após a queda de 90% nas importações chinesas de sorgo dos Estados Unidos, o Brasil se prepara para entrar nesse mercado, aguardando apenas a aprovação da safra de 2025. Com a disputa comercial entre as potências, o agronegócio brasileiro amplia seu protagonismo global e fortalece laços comerciais com o maior importador de alimentos do mundo.