O tarifaço de 50% imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros continua valendo para os ovos e o efeito foi imediato. As vendas, que tinham explodido no começo do ano por causa da crise de produção nos EUA, despencaram de mais de 3 mil toneladas em julho para apenas 41 toneladas em outubro. A sobretaxa cancelou o boom que vinha sustentando o mercado.
A disparada de exportações começou após a gripe aviária reduzir drasticamente a produção norte-americana, deixando prateleiras vazias e elevando o preço da dúzia para até R$60. Com a abertura parcial das regras, os ovos brasileiros passaram a ser usados em alimentos processados, e as compras chegaram a ultrapassar 5 mil toneladas em junho, segundo a ABPA.
Com o tarifaço valendo desde agosto, o fluxo caiu quase a zero. Ainda assim, as vendas acumuladas no ano garantem um salto de 116% nas exportações brasileiras, marcando o melhor desempenho histórico do setor. Japão também ampliou compras e o Brasil fortalece uma “cultura exportadora”, enquanto a produção deve alcançar 62 bilhões de unidades em 2025.
Nos EUA, a crise dos ovos perdeu força, mas o impacto da gripe aviária ainda preocupa. Mais de 8 milhões de aves foram abatidas desde setembro e mais de 100 focos foram registrados até novembro. Com demanda anual de 250 milhões de ovos por dia, qualquer queda na produção pressiona o mercado e reduz a dependência do produto brasileiro.